fazem quatro meses e doze dias que eu estou com aquela que digo ser a mulher da minha vida. ando lendo e conversando bastante com meus amigos sobre isso e a pessoa da sua vida é aquela que tá com você nesse momento, que tá sabendo como te fazer feliz e que é amigável com os seus amigos, sempre simpática, interessada no que você diz; todas aquelas coisas que são necessárias p. que você diga que quer aquela pessoa p. sempre. na minha parte romântica, eu discordo dessa história de que amor da sua vida é a pessoa que tá você agora, já nas minhas outras partes eu concordo e ainda arrumo uns pares de argumentos.
mas hoje eu não vim falar disso, não vim falar que ela é a mulher da minha vida só por hoje e por esses quatro meses e doze dias que já estamos juntas. eu vim, mais uma vez, falar das nossas dificuldades.
no começo, eu não queria namorar e namoramos, fomos passando por cima de cada problema que aparecia, ficávamos alguns dias sem nos ver e depois nos viamos, matávamos toda a saudade e começava uma nova rodada. depois vieram as festas de final de ano que fizeram com que essas rodadas de saudade se tornassem maiores e por fim, a descoberta da mãe dela que me preocupa até hoje.
embora seja algo recente, não tá mais tão no foco assim e não atrapalha mais tanto. claro que a mãe dela nem sonha que nos vemos, ainda quer o meu telefone e jogou a nossa aliança fora, mas tirando isso, a gente tá se vendo vez ou outra sem se preocupar.
acontece que o que me atrapalha sou eu. isso mesmo. eu tenho as minhas paranóias, os meus medos e dá vontade de jogar tudo p. alto. eu amo ela e ela é a mulher da minha vida hoje e mais o tempo que eu quiser pq eu sei que, se eu continuar querendo p. sempre, ela também vai querer. tá nos olhos dela que ela me ama, que faz tudo por mim e que quer ficar comigo p. sempre; - sem querer me gabar, claro, eu sou a pessoa que ela sempre quis - tá nos nossos planos e no que os amigos dela vivem dizendo que ela nunca esteve assim com ninguém, do jeito que ela tá comigo.
ela é atleta, - de atletismo mesmo, sabe - mas eu pensei que fosse pouco. por exemplo, quando eu tinha uns doze anos, jogava handball no colégio pq eu gostava, eu era pouco atleta. sempre soube que ela treina muito, quase a semana toda, mas aí pensei que fosse pela falta de pessoas que desempenham a função dela, aí p. o treinador não ficar a semana inteira sem fazer nada, ela ia lá e ficava jogando as coisas que ela costuma lançar e arremessar. esses dias, pela falta do que fazer e pela curiosidade, entrei no google e digitei o nome inteiro dela. quase morri.! tem o nome dela em um monte de sites, falando dela, das competições que ela já participou e mais um monte de coisas. aí, agora ela tá recuperada da cirurgia que fez no joelho, já voltou a treinar a todo vapor e já tem algumas competições á vista.
eu fico feliz por ela pq sei que ela gosta do que faz e sei que isso é ótimo p. ela, p. carreira dela mas fico triste pela gente.
comentei a respeito disso ontem no colégio com a minha amiga e ela disse que a gente tem que ser assim mesmo, construir primeiro a carreira e depois o amor, mas não é essa a questão pq ela - a minha namorada - nem sequer pensa na possibilidade de terminarmos, por isso que eu digo que o problema sou eu.
toda essa minha insegurança já tá me prejudicando, ela ainda tá começando a treinar e eu já tô pensando no tempo que ela vai ficar fora quando viajar, no tempo que vamos ficar sem nos ver quando os treinos dela começarem a ser mais intensos.
não sei se faço isso por ansiedade de não conseguir viver um dia de cada vez ou por medo de sofrer mais p. frente.
me dá vontade de chorar, me dá um vazio, me dá tudo.!
insegurança é uma coisa boa, tão boa quanto o ciúme. é boa quando aparece de vez em quando, quando é usada em doses homeopáticas. medo de perder também é bom, dizem que a gente só dá valor depois que perde, logo, por causa do medo, nem precisa perder p. dar valor. por outro lado, o medo faz imaginar milhares de situações quase sempre impossíveis e faz acabar perdendo mesmo assim. é o medo de perder que te faz perder.
costumam dizer que a pior fase de um namoro é nos três meses, que é a fase que começam aparecer as dificuldades, a rotina...eu só tô assim pq não quero que a nossa rotina termine, eu gosto de ver ela duas vezes por semana, de passar o sabado abraçadinha sem fazer nada olhando o horizonte.
como o problema é só meu, acho que é mais fácil de resolver. é só eu pensar e ver que tudo que tá acontecendo é pq eu coloquei na cabeça, que a gente tá super bem e que não vamos terminar, que eu não preciso ficar triste.
a parte mais chata de amar alguém de verdade é essa necessidade, essa vontade de estar sempre junto, esse medo de perder, essas lágrimas que nem são controláveis mais; a ausência que dói...como tudo na vida tem pelo menos dois lados, o que me resta é aprender a conviver com a saudade, com a insegurança, com os medos que o carinho, os beijos e todas as outras coisas boas vem um tempo depois e dão até vontade de ter essas partes chatas sempre por perto, pq aí depois, sistematicamente, voltam os momentos em que o coração bate mais forte.
tudo na vida - até ela mesma - é um ciclo, não é.? pq agora ia ser diferente.
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
só contando o que aconteceu. [2].
ela resolveu deixar o orgulho de lado, resolveu viver. claro que não foi tudo de uma vez.
no começo da semana disse que iria voltar com ele, só p. não sair por baixo, usá-lo e humilhá-lo assim como ele fez com ela.
eles começaram a se pegar pelos cantos, escondidos e agora já estão namorando oficialmente de novo, tão apaixonados quanto antes.
hoje é aniversário dele - parabéns, muitas felicidades e muitos anos de vida - e ela vai fazer uma surpresa p. o final de semana, quando vão estar sozinhos em casa.
comprou uma lingerie vermelha lindíssima, uma caixa com vinho e chocolates, taças de cristal p. comemorarem da melhor forma possível tanto a volta, quanto o aniversário dele.
acho bem estranho como as pessoas pensam que podem dominar o amor e fazer dele o que querem. ela tentou vencê-lo e pouco depois teve que se render à ele.
novamente está lá, nos braços dele, dizendo que o ama, fazendo planos p. o casamento deles que ao que tudo indica, mesmo com todos os deslizes, vai ser em agosto, - não, não é a gosto de deus - quando ela vai aniversariar.
eu não vou julgá-la por ter feito isso, a melhor coisa que se tem a fazer nesses casos é seguir o coração e ela seguiu o dela, por mais que ele seja tão confuso quanto as outras partes do corpo, mesmo que seja sem querer ele sabe o que faz.
e soube saber na hora certa que a vida já não é mais a mesma coisa sem ele, que ela precisa dele até p. se manter em pé, sem desmaiar.
outra coisa estranha é essa tal de dependência que o amor cria em cima da gente, de não conseguir mais ficar sem seja pelo menor tempo.
parece que é doença, vai tomando conta de você de pouquinho em pouquinho e quando se dá conta, já não tem um milímetro de qualquer que seja o órgão sem ele. fica no coração que bate mais forte com um sorriso, no estômago que guarda a macarronada do almoço de domingo ou aquele frango xadrez do almoço de inverno que veio antes da tarde debaixo das cobertas vendo filme, no tecido epitelial que é responsável por aguentar os hematomas ocasionados por brincadeirinhas e em todas as outras partes que sobram, na garganta e nas cordas vocais que dizem as palavras que precisam ser ditas, nas mãos que acarinham e etc.
resumidamente, embora ela quisesse, não consegui ficar sem ele. quanto ao outro carinha lá com quem ela estava enrolada, eu não sei o que aconteceu mas fica meio evidente que eles cortaram as relações e que ela escolheu por ele - o amigo do gordinho - mesmo.
o amor é assim mesmo, tem mania de imitar a arte, de imitar a vida. prega peças na gente, mas, também, dá as peças que faltam.
no começo da semana disse que iria voltar com ele, só p. não sair por baixo, usá-lo e humilhá-lo assim como ele fez com ela.
eles começaram a se pegar pelos cantos, escondidos e agora já estão namorando oficialmente de novo, tão apaixonados quanto antes.
hoje é aniversário dele - parabéns, muitas felicidades e muitos anos de vida - e ela vai fazer uma surpresa p. o final de semana, quando vão estar sozinhos em casa.
comprou uma lingerie vermelha lindíssima, uma caixa com vinho e chocolates, taças de cristal p. comemorarem da melhor forma possível tanto a volta, quanto o aniversário dele.
acho bem estranho como as pessoas pensam que podem dominar o amor e fazer dele o que querem. ela tentou vencê-lo e pouco depois teve que se render à ele.
novamente está lá, nos braços dele, dizendo que o ama, fazendo planos p. o casamento deles que ao que tudo indica, mesmo com todos os deslizes, vai ser em agosto, - não, não é a gosto de deus - quando ela vai aniversariar.
eu não vou julgá-la por ter feito isso, a melhor coisa que se tem a fazer nesses casos é seguir o coração e ela seguiu o dela, por mais que ele seja tão confuso quanto as outras partes do corpo, mesmo que seja sem querer ele sabe o que faz.
e soube saber na hora certa que a vida já não é mais a mesma coisa sem ele, que ela precisa dele até p. se manter em pé, sem desmaiar.
outra coisa estranha é essa tal de dependência que o amor cria em cima da gente, de não conseguir mais ficar sem seja pelo menor tempo.
parece que é doença, vai tomando conta de você de pouquinho em pouquinho e quando se dá conta, já não tem um milímetro de qualquer que seja o órgão sem ele. fica no coração que bate mais forte com um sorriso, no estômago que guarda a macarronada do almoço de domingo ou aquele frango xadrez do almoço de inverno que veio antes da tarde debaixo das cobertas vendo filme, no tecido epitelial que é responsável por aguentar os hematomas ocasionados por brincadeirinhas e em todas as outras partes que sobram, na garganta e nas cordas vocais que dizem as palavras que precisam ser ditas, nas mãos que acarinham e etc.
resumidamente, embora ela quisesse, não consegui ficar sem ele. quanto ao outro carinha lá com quem ela estava enrolada, eu não sei o que aconteceu mas fica meio evidente que eles cortaram as relações e que ela escolheu por ele - o amigo do gordinho - mesmo.
o amor é assim mesmo, tem mania de imitar a arte, de imitar a vida. prega peças na gente, mas, também, dá as peças que faltam.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
olha, eu sei que eu escrevo aqui à respeito disso com uma certa demora, um certo atraso. mas isso não importa pq você não sabe da existência disso aqui e eu até prefiro que seja assim.
eu vou escrever p. você, embora você não saiba, e assim eu tenho mais coragem e facilidade de dizer o quanto eu te amo.
eu não dava nada pela gente, não gostei do seu beijo logo de cara e também não gostava de todo o tamanho que você tem.
é, eu sei que eu gosto de me apaixonar pelas pessoas que estão apaixonadas por mim mas com a gente foi diferente, eu sabia desde o começo a vontade que você tinha de mim e acho que me surpreendi com a idéia de que eu tive que mostrar que estava apaixonada p. que você fizesse o mesmo e se eu fosse voltar ao tempo, eu faria tudo de novo.
você não tem idéia da tranquilidade que o seu olhar, o seu abraço e a sua presença me passam, da imensa vontade que eu sinto de estar com você sempre e do imenso vazio que sempre se faz presente assim que você diz que precisa ir embora.
por vezes, eu queria ser perfeita e ser a namorada que você precisa ter ao seu lado, mas já que eu não consigo a gente faz um esforçinho p. se acostumar com a idéia de que nada é por acaso e que cada um tem o que merece. haha.
eu sei que tenho os meus erros, que tenho meus defeitos mas cada vez que eu tenho melhorar, que eu tento mudar é por você. eu não teria mais motivo nenhum p. fazer isso, se não fosse você.
pode ser você não ouça tanto que eu te amo, as palavras sempre somem quando te vejo e quanto mais eu procuro as palavras certas p. dizer que eu não sei mais o que seria de mim sem você, elas correm e correm e correm e eu nunca as alcanço.
não gosto de ser tão grudada com você, tão dependente e nem de te amar tanto. eu gosto só de quando você me olha com cara de apaixonada, quando diz que faz qualquer coisa por mim e de todos os outros momentos que eu tô com você; só disso que eu gosto.
pela primeira vez na minha vida eu não ligo que não acreditem que eu te amo, não ligo que me vejam com alguém, não me importo em ter que me desfazer de trilhões de pessoas que eu tinha casualmente na minha vida. ninguém, além de você, precisa acreditar no amor que eu tenho, que eu sinto e que eu vivo. quanto aos trilhões de pessoas, elas podem ser bonitas, ricas, inteligentes e nem assim elas conseguem chegar perto do que você é e eu prefiro ter você comigo hoje, aqui, agora e em todo o resto da minha vida com os nossos planos que soam infantis e fúteis p. quem não entende o que é sentir o coração bater mais forte com qualquer coisa simples da vida.
dizem que pessoas apaixonadas ficam cegas, que o amor as deixam cegas e eu não concordo.: com você eu vejo o mundo de um ângulo que nunca consegui enxergar.
eu vou escrever p. você, embora você não saiba, e assim eu tenho mais coragem e facilidade de dizer o quanto eu te amo.
eu não dava nada pela gente, não gostei do seu beijo logo de cara e também não gostava de todo o tamanho que você tem.
é, eu sei que eu gosto de me apaixonar pelas pessoas que estão apaixonadas por mim mas com a gente foi diferente, eu sabia desde o começo a vontade que você tinha de mim e acho que me surpreendi com a idéia de que eu tive que mostrar que estava apaixonada p. que você fizesse o mesmo e se eu fosse voltar ao tempo, eu faria tudo de novo.
você não tem idéia da tranquilidade que o seu olhar, o seu abraço e a sua presença me passam, da imensa vontade que eu sinto de estar com você sempre e do imenso vazio que sempre se faz presente assim que você diz que precisa ir embora.
por vezes, eu queria ser perfeita e ser a namorada que você precisa ter ao seu lado, mas já que eu não consigo a gente faz um esforçinho p. se acostumar com a idéia de que nada é por acaso e que cada um tem o que merece. haha.
eu sei que tenho os meus erros, que tenho meus defeitos mas cada vez que eu tenho melhorar, que eu tento mudar é por você. eu não teria mais motivo nenhum p. fazer isso, se não fosse você.
pode ser você não ouça tanto que eu te amo, as palavras sempre somem quando te vejo e quanto mais eu procuro as palavras certas p. dizer que eu não sei mais o que seria de mim sem você, elas correm e correm e correm e eu nunca as alcanço.
não gosto de ser tão grudada com você, tão dependente e nem de te amar tanto. eu gosto só de quando você me olha com cara de apaixonada, quando diz que faz qualquer coisa por mim e de todos os outros momentos que eu tô com você; só disso que eu gosto.
pela primeira vez na minha vida eu não ligo que não acreditem que eu te amo, não ligo que me vejam com alguém, não me importo em ter que me desfazer de trilhões de pessoas que eu tinha casualmente na minha vida. ninguém, além de você, precisa acreditar no amor que eu tenho, que eu sinto e que eu vivo. quanto aos trilhões de pessoas, elas podem ser bonitas, ricas, inteligentes e nem assim elas conseguem chegar perto do que você é e eu prefiro ter você comigo hoje, aqui, agora e em todo o resto da minha vida com os nossos planos que soam infantis e fúteis p. quem não entende o que é sentir o coração bater mais forte com qualquer coisa simples da vida.
dizem que pessoas apaixonadas ficam cegas, que o amor as deixam cegas e eu não concordo.: com você eu vejo o mundo de um ângulo que nunca consegui enxergar.
só contando o que aconteceu.
há um ano atrás ela chegava na escola e eu que sempre gostei de novas amizades fui lá e disse que se ela não tivésse com quem conversar eu estaria ali, de começo ela não me deu muita atenção e logo depois ví que era pq o namorado dela havia ido p. escola também. nem liguei, continuei minha vida e coincidentemente caímos p. fazer alguns trabalhos juntas e começamos a conversar um pouco mais. no meio do ano eles terminaram, ele mudou de escola e ela ficou sozinha. ela é bonita, muito mesmo, cabelos pretos, pele branquinha, olhar marcante e aqueles sorrisos que dá vontade até de párar p. ficar olhando. agora que estava solteira, todos os meninos da sala davam em cima dela, chamavam p. sair, iam sentar perto. tinha um gordinho que se apaixonou por ela e ela, acreditava que fosse só amizade. ele sentava lá no fundo, pertinho de mim, depois ela foi p. lá também e começamos a conversar e descobrir algumas coisas em comum e em algumas horas eu dizia algumas coisas à meu respeito p. tentar impressioná-la, ela tinha me chamado atenção desde a primeira vez que a ví. fomos nos conhecendo, nos conhecendo e eu fui perdendo esse interesse, não sei pq mas também nem tem tanta importância assim.
bom, o gordinho disse que gostava dela e ela, por sua vez, estava afim do melhor amigo dele. era aniversário dela, resolvemos matar aula e beber a garrafa de martini rosé que dei à ela de presente, o amigo do gordinho foi junto e eles acabaram ficando e eu, de vela.
não achei ruim, estava lá com a minha garrafa de martini e só aquilo já bastava. o tempo foi passando e eles ficaram juntos, tiveram mil e dois problemas, o gordinho os atrapalhou e por aí vai, superaram e ficaram juntos.
acontece que quando você namora com alguém, você não pode apagar o passado da pessoa que está com você.
- quem me dera pudesse viver sem a ex da minha namorada aparecendo de vez em quando e sem as meninas que ela costumava ficar.
por mais que essa seja a sua vontade, não dá, não tem como. o amigo do gordinho é do tipo nerd, sabe.? filhinho de papai que estuda, não chega depois das onze em casa e não fumar p. que os pais não sintam o cheiro. diz ele que era virgem e numa festa de uma menina lá do colégio, transou com ela depois que a mãe dele disse que não ia dar p. buscar, mas isso, segundo ele, foi no começo do ano e não havia mais problema, ele tinha "ido" só por ir. é meio vergonhoso um menino com quase dezoito anos falar que é virgem, entendo ele.
bom, as ficadinhas deles foram ficando mais sérias, começaram a namorar de aliança e tudo, viajaram juntos no final do ano e começaram a fazer tudo que casais sempre fazem, se é que me entende.
voltaram as aulas e estava tudo á mil maravilhas, até que começaram a surgir boatos de que ele seria virgem e que havia falado aquilo só p. não ficar p. trás. é meio vergonhoso p. um menino, independente da idade, ser menos inexperiente que sua namorada.
ela diz que suporta traição, mas não suporta mentira. e por acreditar no que as pessoas falavam e desconfiar, de certa forma, por convívio próprio resolveu pedir um tempo p. pensar e recuperar a "confiança" e ver se é aquilo mesmo que ela quer. é segredo, mas ela tinha um caso com outro cara enquanto namorava ele, por dizer que ele é santinho demais p. ela e que ela precisa de agito na vida.
ele deve ter ficado abalado mesmo com o tempo, eu só não fiquei pq a conheço e sei o quanto ela confusa. por mais que ame ele, não assume que precisa dele do ladinho, sempre dando carinho e mimando, ou só estando junto mesmo.
começou a falar tudo, disse que havia traído ela com uma vadia aí, que ela vai ao colégio como as mulheres que ganham dinheiro fácil - p. não dizer outra coisa - e mais um monte de coisas.
se já é triste ouvir isso de quem é indiferente p. você, imagine ouvir isso da pessoa que você ama.
ela é meio depressiva, sarcástica e desequilibrada, tentou se matar no final de semana, se drogou loucamente com os que ela chama de amigos e desmaiou ontem no colégio, encontraram ela com um estilete, no banheiro, pouco antes de desmaiar.
eu resolvi cortar relações com ela, não que eu vá abandoná-la em um momento que ela precisa, mas não concordo com as coisas qu ela anda fazendo e não sou obrigada a suportá-las.
me falaram que ela havia desmaiado e eu fui correndo ver aonde ela estava, com quem estava e como estava. estavam tentando fazer com que ela se reanimasse e ele estava lá, ao lado dela.
agora, depois de tudo isso, ela quer voltar.
acho estranho, tudo estaria bem se não fosse o tempo que ela pediu, o rolo que ela tem com o outro rapaz aí e a necessidade de escolha que cedo ou tarde ela teria que fazer, digamos que o tempo que ela pediu não se justifica tanto por achar que ele está mentindo, justifica-se por ajudar ela a escolher, ter mais tempo p. pensar em qual dos dois vai querer.
bom, eu não sei pq eu tô contando isso aqui, acho que é pq eu não posso dizer sobre isso com muitos dos meus amigos. apesar do que ela faz, ela é importante p. mim, eu a amo e farei o que for preciso p. ajudá-la.
se ela ama ele, que ame a ela primeiro.
pq a pior coisa que ela faz - se tiver coragem de fazer - é acabar com a vida dela por ele.
foi como eu disse hoje, quando conversamos e eu perguntei se ela estava melhor, antes de acabar com a vida dela, ela tem que se preocupar com a vida das várias pessoas que também vão acabar junto.
mesmo que cada um seja responsável pela sua vida, há inúmeras ligações, inúmeras pessoas que se importam e que vivem pela sua vida, que vivem por você.
da mesma forma que ninguém tem o direito de cuidar da vida de ninguém, ninguém tem o direito de acabar/destruir com a vida de ninguém.
é complexo, é difícil; mas é o certo.
bom, o gordinho disse que gostava dela e ela, por sua vez, estava afim do melhor amigo dele. era aniversário dela, resolvemos matar aula e beber a garrafa de martini rosé que dei à ela de presente, o amigo do gordinho foi junto e eles acabaram ficando e eu, de vela.
não achei ruim, estava lá com a minha garrafa de martini e só aquilo já bastava. o tempo foi passando e eles ficaram juntos, tiveram mil e dois problemas, o gordinho os atrapalhou e por aí vai, superaram e ficaram juntos.
acontece que quando você namora com alguém, você não pode apagar o passado da pessoa que está com você.
- quem me dera pudesse viver sem a ex da minha namorada aparecendo de vez em quando e sem as meninas que ela costumava ficar.
por mais que essa seja a sua vontade, não dá, não tem como. o amigo do gordinho é do tipo nerd, sabe.? filhinho de papai que estuda, não chega depois das onze em casa e não fumar p. que os pais não sintam o cheiro. diz ele que era virgem e numa festa de uma menina lá do colégio, transou com ela depois que a mãe dele disse que não ia dar p. buscar, mas isso, segundo ele, foi no começo do ano e não havia mais problema, ele tinha "ido" só por ir. é meio vergonhoso um menino com quase dezoito anos falar que é virgem, entendo ele.
bom, as ficadinhas deles foram ficando mais sérias, começaram a namorar de aliança e tudo, viajaram juntos no final do ano e começaram a fazer tudo que casais sempre fazem, se é que me entende.
voltaram as aulas e estava tudo á mil maravilhas, até que começaram a surgir boatos de que ele seria virgem e que havia falado aquilo só p. não ficar p. trás. é meio vergonhoso p. um menino, independente da idade, ser menos inexperiente que sua namorada.
ela diz que suporta traição, mas não suporta mentira. e por acreditar no que as pessoas falavam e desconfiar, de certa forma, por convívio próprio resolveu pedir um tempo p. pensar e recuperar a "confiança" e ver se é aquilo mesmo que ela quer. é segredo, mas ela tinha um caso com outro cara enquanto namorava ele, por dizer que ele é santinho demais p. ela e que ela precisa de agito na vida.
ele deve ter ficado abalado mesmo com o tempo, eu só não fiquei pq a conheço e sei o quanto ela confusa. por mais que ame ele, não assume que precisa dele do ladinho, sempre dando carinho e mimando, ou só estando junto mesmo.
começou a falar tudo, disse que havia traído ela com uma vadia aí, que ela vai ao colégio como as mulheres que ganham dinheiro fácil - p. não dizer outra coisa - e mais um monte de coisas.
se já é triste ouvir isso de quem é indiferente p. você, imagine ouvir isso da pessoa que você ama.
ela é meio depressiva, sarcástica e desequilibrada, tentou se matar no final de semana, se drogou loucamente com os que ela chama de amigos e desmaiou ontem no colégio, encontraram ela com um estilete, no banheiro, pouco antes de desmaiar.
eu resolvi cortar relações com ela, não que eu vá abandoná-la em um momento que ela precisa, mas não concordo com as coisas qu ela anda fazendo e não sou obrigada a suportá-las.
me falaram que ela havia desmaiado e eu fui correndo ver aonde ela estava, com quem estava e como estava. estavam tentando fazer com que ela se reanimasse e ele estava lá, ao lado dela.
agora, depois de tudo isso, ela quer voltar.
acho estranho, tudo estaria bem se não fosse o tempo que ela pediu, o rolo que ela tem com o outro rapaz aí e a necessidade de escolha que cedo ou tarde ela teria que fazer, digamos que o tempo que ela pediu não se justifica tanto por achar que ele está mentindo, justifica-se por ajudar ela a escolher, ter mais tempo p. pensar em qual dos dois vai querer.
bom, eu não sei pq eu tô contando isso aqui, acho que é pq eu não posso dizer sobre isso com muitos dos meus amigos. apesar do que ela faz, ela é importante p. mim, eu a amo e farei o que for preciso p. ajudá-la.
se ela ama ele, que ame a ela primeiro.
pq a pior coisa que ela faz - se tiver coragem de fazer - é acabar com a vida dela por ele.
foi como eu disse hoje, quando conversamos e eu perguntei se ela estava melhor, antes de acabar com a vida dela, ela tem que se preocupar com a vida das várias pessoas que também vão acabar junto.
mesmo que cada um seja responsável pela sua vida, há inúmeras ligações, inúmeras pessoas que se importam e que vivem pela sua vida, que vivem por você.
da mesma forma que ninguém tem o direito de cuidar da vida de ninguém, ninguém tem o direito de acabar/destruir com a vida de ninguém.
é complexo, é difícil; mas é o certo.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
a gente tá tentando ser feliz.
me entristece muito saber que ainda temos que nos preocupar com problemas que já deveriam estar resolvidos há muito tempo.
os pais sempre dizem querer o melhor p. seus filhos e não respeitam suas escolhas, brigam por causa dela e até os deixam tristes, desorientados e nervosos por causa dessa falta de compreensão.
eu ainda não sou adulta, ainda não tenho aquela responsabilidade toda e muito menos a maturidade que deveria, prefiro aceitar que sou criança e que vou ser sempre assim, que não preciso me preocupar em chegar cedo em casa e nem que tenho um ou dois filhos me esperando p. brincar no final de semana. os meus problemas limitam-se às provas no colégio e as discussões com meus amigos. problemas comigo mesmo eu não tenho, não.
eu sei que a pior coisa do mundo é que você crie o preconceito sobre você mesmo e eu não tenho nenhum, mesmo que eu não saiba direito quem sou, eu sei o que faço e sei do que e de quem gosto. sei das minhas escolhas.
o que complica tudo isso aí é que às vezes o preconceito não parte de você e não é algo que você mude, eu ainda sou criança, eu disse e meus pais acham que mandam em mim. a-c-h-a-m.
mas dessa vez não é comigo.
eu me dou bem com a tia da minha namorada, ela nos acoberta em tudo, é nossa motorista particular e tudo estaria perfeito se não fosse o ex-marido dela.: eles se separaram há alguns meses, nunca quis saber mas vez ou outra ela comentava que era pq ele bebia muito e era agressivo, por isso. um final de semana aí saímos. eu, ela, a tia e a prima. encontramos a amiga do ex-marido dela - agora eu concordo com aquela história de que ex bom é ex morto.! - que fez questão de contar á ele que havia nos visto e ele já armou um barraco e disse à tia dela que nós somos más-influências p. filha deles, mal sabe que nós não ficamos na frente dela e que p. ela, não passamos de amigas. ameaçou dizendo que tiraria a guarda da criança. se fosse só isso tudo bem, pq ele sem provas não conseguiria nada e além do mais, não tem fundamento nenhum dizer que quer a guarda da filha dele pq ela está sendo má-influenciada.
enfim, ele imprimiu algumas coisas nossas, levou p. mãe dela que por sua vez armou outro barraco. expulsou minha namorada de casa, chamou ela de tudo quanto é nome, disse que ela era um desgosto e por aí vai.
olha, não é pq não seguimos os exemplos que são impostos pela sociedade que deixamos de ser humanos, que deixamos de ter sentimentos e direitos e deveres. o grande problema do mundo tá aí, nesses estéreotipos idiotas que sempre nos forçam a fazer o que não queremos e que colocam um limite na felicidade. a situação seria mais fácil se as pessoas gostassem das que te fazem bem, não das que são do sexo oposto, bonitas, ricas.
expliquemos isso aos conservadores.
a felicidade não é um órgão sexual diferente no meio das pernas, nem a idade, o nome, uma cor de cabelo, umas notas mais coloridinhas na carteira; a felicidade vai além de tudo isso, pq ela é simples demais p. ser compreendida, enquanto todos procuram aquela justificativa p. felicidade, eu só tô tentando entender pq as coisas tem que ser assim.
à partir do momento que você encontra a sua felicidade, deve se preocupar com ela e deixar que os outros encontrem a dele também, respectivamente, sem se preocupar com o modo que vais conseguir isso. afinal, a vida pertence à uma pessoa só e dá vontade de sair por aí distribuindo gatos p. que possam cuidar das sete vida deles e nos deixarem em paz.
haha.
família é sempre família, néam. e eu acho que se eles nos deixassem fazer as nossas escolhas do jeito que queremos, seria mais fácil conseguir chegar aonde eles querem, ser do jeito que eles querem e encontrar o que nós precisamos.
essa não é a primeira vez que acontece.
queria poder acreditar que é a última.
agora nada importa, são coisas que somente o tempo são capazes de mudar e de colocar no lugar. só vale ressaltar que o nosso amor é grande, o nosso amor é lindo.! não são algumas pessoazinhas aí que vão conseguir separar tudo que a gente conseguiu e daqui alguns anos, a gente não precisa mais se preocupar com isso pq teremos a nossa casa, a nossa família e a nossa felicidade, que existe desde o primeiro dia que eu estive com ela.
e só um desejo, ok.?
- que cada um se preocupe com a sua felicidade.
[ e assim seja ].
os pais sempre dizem querer o melhor p. seus filhos e não respeitam suas escolhas, brigam por causa dela e até os deixam tristes, desorientados e nervosos por causa dessa falta de compreensão.
eu ainda não sou adulta, ainda não tenho aquela responsabilidade toda e muito menos a maturidade que deveria, prefiro aceitar que sou criança e que vou ser sempre assim, que não preciso me preocupar em chegar cedo em casa e nem que tenho um ou dois filhos me esperando p. brincar no final de semana. os meus problemas limitam-se às provas no colégio e as discussões com meus amigos. problemas comigo mesmo eu não tenho, não.
eu sei que a pior coisa do mundo é que você crie o preconceito sobre você mesmo e eu não tenho nenhum, mesmo que eu não saiba direito quem sou, eu sei o que faço e sei do que e de quem gosto. sei das minhas escolhas.
o que complica tudo isso aí é que às vezes o preconceito não parte de você e não é algo que você mude, eu ainda sou criança, eu disse e meus pais acham que mandam em mim. a-c-h-a-m.
mas dessa vez não é comigo.
eu me dou bem com a tia da minha namorada, ela nos acoberta em tudo, é nossa motorista particular e tudo estaria perfeito se não fosse o ex-marido dela.: eles se separaram há alguns meses, nunca quis saber mas vez ou outra ela comentava que era pq ele bebia muito e era agressivo, por isso. um final de semana aí saímos. eu, ela, a tia e a prima. encontramos a amiga do ex-marido dela - agora eu concordo com aquela história de que ex bom é ex morto.! - que fez questão de contar á ele que havia nos visto e ele já armou um barraco e disse à tia dela que nós somos más-influências p. filha deles, mal sabe que nós não ficamos na frente dela e que p. ela, não passamos de amigas. ameaçou dizendo que tiraria a guarda da criança. se fosse só isso tudo bem, pq ele sem provas não conseguiria nada e além do mais, não tem fundamento nenhum dizer que quer a guarda da filha dele pq ela está sendo má-influenciada.
enfim, ele imprimiu algumas coisas nossas, levou p. mãe dela que por sua vez armou outro barraco. expulsou minha namorada de casa, chamou ela de tudo quanto é nome, disse que ela era um desgosto e por aí vai.
olha, não é pq não seguimos os exemplos que são impostos pela sociedade que deixamos de ser humanos, que deixamos de ter sentimentos e direitos e deveres. o grande problema do mundo tá aí, nesses estéreotipos idiotas que sempre nos forçam a fazer o que não queremos e que colocam um limite na felicidade. a situação seria mais fácil se as pessoas gostassem das que te fazem bem, não das que são do sexo oposto, bonitas, ricas.
expliquemos isso aos conservadores.
a felicidade não é um órgão sexual diferente no meio das pernas, nem a idade, o nome, uma cor de cabelo, umas notas mais coloridinhas na carteira; a felicidade vai além de tudo isso, pq ela é simples demais p. ser compreendida, enquanto todos procuram aquela justificativa p. felicidade, eu só tô tentando entender pq as coisas tem que ser assim.
à partir do momento que você encontra a sua felicidade, deve se preocupar com ela e deixar que os outros encontrem a dele também, respectivamente, sem se preocupar com o modo que vais conseguir isso. afinal, a vida pertence à uma pessoa só e dá vontade de sair por aí distribuindo gatos p. que possam cuidar das sete vida deles e nos deixarem em paz.
haha.
família é sempre família, néam. e eu acho que se eles nos deixassem fazer as nossas escolhas do jeito que queremos, seria mais fácil conseguir chegar aonde eles querem, ser do jeito que eles querem e encontrar o que nós precisamos.
essa não é a primeira vez que acontece.
queria poder acreditar que é a última.
agora nada importa, são coisas que somente o tempo são capazes de mudar e de colocar no lugar. só vale ressaltar que o nosso amor é grande, o nosso amor é lindo.! não são algumas pessoazinhas aí que vão conseguir separar tudo que a gente conseguiu e daqui alguns anos, a gente não precisa mais se preocupar com isso pq teremos a nossa casa, a nossa família e a nossa felicidade, que existe desde o primeiro dia que eu estive com ela.
e só um desejo, ok.?
- que cada um se preocupe com a sua felicidade.
[ e assim seja ].
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
homens não choram.
eu tenho alguns probleminhas de saúde que não se manifestam e p. evitar que isso aconteça, vivo fazendo exames de rotina. semana passada foi uma das temporadas que eu vou à clinica quase todos os dias e passo quase todas as horas de quase todos os dias lá.
sempre conheço pessoas novas, converso um pouco até que eu - ou elas - entre p. fazer o que tem que ser feito. dessa vez, era cedo e eu não tinha vontade de conversar com ninguém.
eu tava ali e só.
as crianças costumam ter medo de hospital, não que haja algum motivo aparente mas é que elas costumam ter medo de tudo. tinha um menininho lá, uns três anos no máximo, falando com a língua meio enrolada ainda por não ser hábito. não sei o que ele tem ou pq tinha que fazer aqueles exames, só sei que ele não chorou. nem antes, nem durante e nem depois.
o enfermeiro responsável pelo exame ficou surpreso e disse que era estranho ele não tem chorado, não é comum das crianças ter o comportamento que ele teve, a mãe dele sorriu e apenas pronunciu homens.
ele completou. não choram.
fiquei boqueaberta, óbvio.
meninos - ainda mais meninos.! - são sempre tão imaturos e ele, com essa pouca idade, já sabe de tanta coisa. não que os homens não devam chorar, mas foi assim que os pais dele o ensinaram, assim que ele aprendeu.
não só homens, quanto as mulheres, cachorros, gatos e passarinhos tem todo o direito do mundo de chorar quando der vontade, quando der saudade, quando sentir dor e sentir ausência e sentir o olho já pesando por não aguentar mais guardá-las, segurá-las e mandar elas irem embora, dar uma volta pela face e acabar morrendo nas nossas próprias mãos, ou das de quem nos conforta.
quando eu contei isso p. vó de um amigo meu, ela disse que o marido dela era bem machista, daqueles que impõe as coisas mesmo e ele falava, não com tom de brincadeira como os pais desse menininho, mas sério mesmo que homens não choram e certa vez, logo nos primeiros dias que o filho dela foi à escola a professora perdeu o controle da sala e deu aquela bronca. logo, todas as crianças começaram a chorar, assustadas. menos ele, - o filho dela - que começou a rir.
a professora, mais brava ainda por achar que ele estava rindo dela, lhe disse poucas e boas. ele chegou em casa e não disse nada. no dia seguinte, todas as mães dos amiguinhos dele comentando á respeito e a mãe dele conversou com ele e ele disse que era verdade. ela foi lá conversar com a professora, explicou o que aconteceu e disse que seu marido era muito autoritário e não deixava que seu filho chorasse e foi por isso que ele riu. só riu. p. não chorar.
sempre conheço pessoas novas, converso um pouco até que eu - ou elas - entre p. fazer o que tem que ser feito. dessa vez, era cedo e eu não tinha vontade de conversar com ninguém.
eu tava ali e só.
as crianças costumam ter medo de hospital, não que haja algum motivo aparente mas é que elas costumam ter medo de tudo. tinha um menininho lá, uns três anos no máximo, falando com a língua meio enrolada ainda por não ser hábito. não sei o que ele tem ou pq tinha que fazer aqueles exames, só sei que ele não chorou. nem antes, nem durante e nem depois.
o enfermeiro responsável pelo exame ficou surpreso e disse que era estranho ele não tem chorado, não é comum das crianças ter o comportamento que ele teve, a mãe dele sorriu e apenas pronunciu homens.
ele completou. não choram.
fiquei boqueaberta, óbvio.
meninos - ainda mais meninos.! - são sempre tão imaturos e ele, com essa pouca idade, já sabe de tanta coisa. não que os homens não devam chorar, mas foi assim que os pais dele o ensinaram, assim que ele aprendeu.
não só homens, quanto as mulheres, cachorros, gatos e passarinhos tem todo o direito do mundo de chorar quando der vontade, quando der saudade, quando sentir dor e sentir ausência e sentir o olho já pesando por não aguentar mais guardá-las, segurá-las e mandar elas irem embora, dar uma volta pela face e acabar morrendo nas nossas próprias mãos, ou das de quem nos conforta.
quando eu contei isso p. vó de um amigo meu, ela disse que o marido dela era bem machista, daqueles que impõe as coisas mesmo e ele falava, não com tom de brincadeira como os pais desse menininho, mas sério mesmo que homens não choram e certa vez, logo nos primeiros dias que o filho dela foi à escola a professora perdeu o controle da sala e deu aquela bronca. logo, todas as crianças começaram a chorar, assustadas. menos ele, - o filho dela - que começou a rir.
a professora, mais brava ainda por achar que ele estava rindo dela, lhe disse poucas e boas. ele chegou em casa e não disse nada. no dia seguinte, todas as mães dos amiguinhos dele comentando á respeito e a mãe dele conversou com ele e ele disse que era verdade. ela foi lá conversar com a professora, explicou o que aconteceu e disse que seu marido era muito autoritário e não deixava que seu filho chorasse e foi por isso que ele riu. só riu. p. não chorar.
domingo, 10 de fevereiro de 2008
pedaços de papéis.
ela deve estar no auge dos seus oitenta anos, com aqueles cabelinhos meio acinzentados, aquelas bochechas que se tornam um pouco maior com a pele que "escorre" dos olhos. olhos, estes, que ainda possuem aquele brilho que tinham quando nasceu seu primeiro filho e até mesmo quando ela fazia planos de ter oito deles, de ser professora e de abrir uma escolinha.
o tempo pássa rápido demais.
até hoje ela guarda os bilhetinhos que ganhou do seu filho mais velho quando ele ainda tinha seis anos. um cartão de natal que sua mãe lhe deu pouco antes de morrer, já com aquela caligrafia fina, pequena e trêmula, acredita.? entra ano e saí ano e ela se diverte, ocupa o tempo olhando e lendo esses bilhetes, esses pedaços de papéis que já são amarelados e a tinta da caneta que parece se apagar.
ainda bem que as memórias permanecem. junto com elas, os bilhetes. não é pq estão apagados, amarelados e antigos que devem ser jogados fora, talvez até mereçam. mereçam um descanço no lixo mais próximo ou então uma nova chance de serem reciclados e virarem um outro bilhete, mas quem disse que o coração deixa.? quer dizer, ele não tem que deixar ou que não deixar pq não é ele que diz ao nosso braço que se mova, pegue e jogue. quem faz isso é o cérebro, e além do mais, ele também armazena aquelas mesmas memórias, como as conversas que ela tinha com a sua mãe onde dizia que oito filhos era exagero, até que ela se resolveu por querer só cinco.
os cinco filhos não nasceram, nasceram só dois. não por falta de planejamento e de vontade, os outros três morreram antes que pudessem nascer.
o sonho de ser professora foi quase completo com o magistério, mas faltou a experiência e o sonho prático, nas aulas, com as crianças. logo, não é preciso falar que a escolhinha acabou ficando só na vontade.
os bilhetes estão jogados pela cama junto com outros milhares. só não tem o caderno de quando o filho caçula entrou na escola pq ele mesmo disse que era besteira guardá-lo e jogou fora, caso contrário, ainda estaria lá.
ela tem dó de jogar fora.
não só os bilhetes, mas o passado.
e talvez a solução fosse não deixá-los mais na cama e sim, achar um lugar propício onde eles ficassem bem guardados e ela, quando quiser, pudesse lê-los, se distrair, "nostalgiar", ver o tempo passar.
um baú de lembranças.
assim quando ela morrer, ninguém se dará ao trabalho de ter que ficar caçando papéizinhos pela casa, achar seus significados e dar o seu devido fim, respectivamente. pq são apenas pedaços de papéis. pedaços de papéis que são partes de uma história, embora não tenham importância p. ninguém; além dela.
o tempo pássa rápido demais.
até hoje ela guarda os bilhetinhos que ganhou do seu filho mais velho quando ele ainda tinha seis anos. um cartão de natal que sua mãe lhe deu pouco antes de morrer, já com aquela caligrafia fina, pequena e trêmula, acredita.? entra ano e saí ano e ela se diverte, ocupa o tempo olhando e lendo esses bilhetes, esses pedaços de papéis que já são amarelados e a tinta da caneta que parece se apagar.
ainda bem que as memórias permanecem. junto com elas, os bilhetes. não é pq estão apagados, amarelados e antigos que devem ser jogados fora, talvez até mereçam. mereçam um descanço no lixo mais próximo ou então uma nova chance de serem reciclados e virarem um outro bilhete, mas quem disse que o coração deixa.? quer dizer, ele não tem que deixar ou que não deixar pq não é ele que diz ao nosso braço que se mova, pegue e jogue. quem faz isso é o cérebro, e além do mais, ele também armazena aquelas mesmas memórias, como as conversas que ela tinha com a sua mãe onde dizia que oito filhos era exagero, até que ela se resolveu por querer só cinco.
os cinco filhos não nasceram, nasceram só dois. não por falta de planejamento e de vontade, os outros três morreram antes que pudessem nascer.
o sonho de ser professora foi quase completo com o magistério, mas faltou a experiência e o sonho prático, nas aulas, com as crianças. logo, não é preciso falar que a escolhinha acabou ficando só na vontade.
os bilhetes estão jogados pela cama junto com outros milhares. só não tem o caderno de quando o filho caçula entrou na escola pq ele mesmo disse que era besteira guardá-lo e jogou fora, caso contrário, ainda estaria lá.
ela tem dó de jogar fora.
não só os bilhetes, mas o passado.
e talvez a solução fosse não deixá-los mais na cama e sim, achar um lugar propício onde eles ficassem bem guardados e ela, quando quiser, pudesse lê-los, se distrair, "nostalgiar", ver o tempo passar.
um baú de lembranças.
assim quando ela morrer, ninguém se dará ao trabalho de ter que ficar caçando papéizinhos pela casa, achar seus significados e dar o seu devido fim, respectivamente. pq são apenas pedaços de papéis. pedaços de papéis que são partes de uma história, embora não tenham importância p. ninguém; além dela.
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